A faculdade é como um gráfico que do sai do ápice e despenca velozmente.

A “curva de felicidade” e empolgação de quem entra é enorme, o contrário quase nunca acontece, a gente chega amando. Compramos aquela camiseta “bixo xxxx”, aquela caneca de plástico da “breja” (somos ecológicos). Tudo lindo. Conhecemos as salas, os computadores (vontade de chorar), os professores, aqueles doutores-sumidades na área.

Na primeira aula, percebemos que o DR. é um grosso, com o ego na lua e pouca vontade de ser professor. Neste ponto, nossa “curva de felicidade” dá uma caidinha. Mas estamos na universidade, só 14% da população tem esse privilégio, e nós chegamos lá! Engolimos o choro e seguimos.

Pra mim, a faculdade foi uma soma de decepções. Nem tudo foi decepção, confesso. Presenciei coisas muito boas, mas foram raras. Das aulas eu absorvi pouco. Poucas me forneceram mais do que meras curiosidades. Os professores não se esforçam, mesmo. Consigo pensar em 2, no máximo 3 que me marcaram. Mas o pior – e tem como ficar pior -, não são as aulas ou os professores, por incrível que pareça. São os alunos, o ambiente. Neste ponto, a minha “curva de felicidade” não existe mais.

Isso parece absurdo, mas a faculdade forma ALIENADOS. Sim, ela forma gente que não consegue entender o mundo fora daquele contexto de coletivos e camaradas. Forma gente que acha que o que é dito dentro daquelas paredes é lei, sem a possibilidade de qualquer questionamento. Os “alunos” (muitos nem frequentam aulas, estão lá para aproveitar tudo que a universidade dá de “graça”) saem por aí repetindo o que ouvem sem questionar, sem analisar. Dá dó.

Pra mim o papel da universidade é incentivar o debate, contribuir para a pluralidade de ideias, mas isso não acontece. Ela forma gente incapaz de pensar. Parece contraditório, né?!

Infeliz realidade.

Começo de ano letivo, vejo aquele pessoal empolgado nos corredores, os calouros, e penso: essa empolgação vai durar um mês.