Começou em 1968, O Prêmio do Banco da Suécia para as Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel, sim, esse é o nome oficial do prêmio e ao contrário do que as pessoas pensam, ele não faz parte da Fundação Nobel, a confusão acontece devido ao nome conter “em Memória de Alfred Nobel”.  Porém, não fazer parte da Fundação Nobel não diminui a sua importância.

Ao longo dos anos vimos grandes contribuições ganharem luz e se destacarem no prêmio. Nomes conhecidos como John Nash (1994), Milton Friedman (1976), Daniel Kahneman (2002), Paul Krugman (2008) e outros menos, como a Sra. Elinor Ostrem premiada em 2009, a primeira e única mulher a receber a homenagem.

É do Sr. Thaler, juntamente com Cass Sunstein, a criação do termo “Nudge”, “arquitetura da escolha” em português, mas que tem como tradução literal “empurrãozinho”, muito mais significativo e divertido. Digo significativo, pois o termo nada mais é do que uma orientação, cutudada, empurrão mesmo, que altera o comportamento do indivíduo, geralmente de maneira previsível.

A Pesquisa de Thaler é extremamente atual. Posso chutar que 80% da população tem problemas em guardar dinheiro. Sabemos o quão importante é ter uma reserva para eventuais necessidades, o quão importante é conseguir pagar a fatura do cartão de crédito. Se sabemos que cuidar bem do dinheiro é importante, por que não conseguimos? Aí é que entra a pesquisa de Thaler. Ele busca razões para tal comportamento na parte irracional do individo. Ao contrário das teorias economicas antigas, não agimos com recionalidade quando o assunto é dinheiro.

O mérito de Thaler é analisar o individuo e verificar que algumas ações estão bem longe da racionalidade. Mapear o comportamento humano, e mostrar que as ciências econômicas estão bem longe de análises de padrões e cada vez mais perto do comportamento singular.

Afinal, Economia não é apenas sobre números e cifrões, mas é, também, sobre o ser humano.

Mariana Zucheli