A Nina e o Tony

Tenho dois gatos. Nina e Tony. A Nina tem uns 2 anos e o Tony uns 3.
A Nina chegou primeiro. Minha irmã a encontrou na internet, através de uma senhora que resgatou ela, a mãe e mais dois irmãozinhos. A Nina foi a única que sobrou depois que todos foram adotados. Eu não entendia o porquê. Ela era tão pequena e assustada quando chegou. Tinha uns 3 meses e era uma fofura. Ah, há um detalhe nesta história, ela chegou pra gente como macho, não sei se vocês sabem, mas é muito difícil ver o gênero dos gatos quando eles são muito novinhos e a senhora que cuidava dela achou que era um machinho.
Quando a levei tomar vacina e castrar, descobri que era uma menininha. A minha cara de espanto chocou a veterinária. Acho que fiz a cara de um pai que descobre que vai ter quíntuplos na hora do parto.
Não me levem a mal, nada contra ter uma gata, mas ela já estava há uma semana em casa, já tinha um nome masculino e a gente a tratava como “O” gato. Foi peculiar.
A Nina tem vários apelidos, e eu vou colocar alguns aqui, com esses apelidos vocês vão descobrir a personalidade dela. Vamos lá: Nininha, Ninoca, Lúcifer, Jizanthapus (vejam o vídeo e entendam o porquê). Estes dois últimos apelidos refletem muito bem a personalidade da Nininha. Ela ODEIA a gente. Eu penso nisso rindo, pois ela tem uma cara tão fofa, ela é tão macia e peluda. Mas as minhas mãos não são mais o que eram, depois da Nina parece que eu as coloquei dentro de um liquidificador. Já não sinto dor quando ela me arranha.
Vamos ao Tony. O Tony está em casa já tem uns 15 dias. Ele era um gato de rua que começou a rondar a minha casa depois que a Jizanthapus chegou. Como meu pai tinha uma forte resistência em pegar mais um gato, eu passei a alimentá-lo pela janela do meu quarto. Ele sempre aparecia no mesmo horário, 7 e meia da noite, um gato pontual. Isso durou muitos meses. Uns dias atrás, minha irmã, passando pela frente do prédio ao lado de nossa casa, avistou Tony fuçando o lixo dos condôminos. Aquilo me deixou bolada. Avisei meu pai que o pegaria de qualquer jeito.
Tony chegou! Miou mais do que podia. Levei ao veterinário e a esperança que ele tinha em ter um romance com Ninoca foi pro brejo.
Tony é o oposto da Nina. Ele mia quando não recebe carinho. É só chegar perto e ele já deita à espera de mimos. Não arranha, não morde. É um amor. Acho que ele é assim por entender as adversidades da vida, deve ter sofrido um bocado na rua. Ao contrário da madame que desde os seus 3 meses come atum dentro de casa.
Os dois até que se dão bem. Quando acolhi o Tony eu pensei “se ferrou little lúcifer, vai ter que dividir o teto e a comida com mais um”. E eu cheguei a achar que ela mudaria, seria mais carinhosa vendo que está em competição com o Tony.
Tony parece ser grato pelo teto que o acolheu. Jizanthapus segue nos odiando e fatiando a minha mão.

As peças:

 

1 thought on “A Nina e o Tony

  1. Que lindezas! Nininha, um dia se acostuma com o anjo bom e cede ao carinho dele, você vai ver! Adorei seus peludos, Mayara! Anna

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