É claro que a representatividade feminina é importante. A existência de filmes com super heroínas é fundamental, ainda mais no papel de protagonistas. Toda criança que vai ao cinema assistir homem-aranha, superman, sai da sala escura sentindo-se capaz de ser aquilo que viu, de crescer e, quem sabe, ser um super herói. Mas e as meninas? Aonde elas se encaixavam? Hoje, felizmente, há esse papel para elas. Mulher Maravilha chegou e fez bonito. Agora toda garotinha sairá do cinema sentindo-se uma wonder woman também.

A representatividade é fundamental, mas não deve estar atrelada à santificação. O filme com Gal Gadot fez sucesso por que é bom. Se fosse um saco, não teria feito. Isso não é boicote, é justiça.
É errado colocar a culpa de uma péssima bilheteria na direita, nos conservadores, nos católicos, nos judeus.

Recentemente, minha irmã assistiu As Caças Fantasmas, um filme que eu estava louca para ver, perguntei a ela “é bom?” e ela me disse que é um saco, longo e com piadas sem graça. Minha irmã, mulher, não gostou.

A ideia de fazer um remake do clássico protagonizado por homens era ótima. Um grupo de mulheres engraçadas que caçam fantasmas. Maravilha, afinal ser um caça fantasma não quer dizer que você deve ser homem ou mulher. Porém o filme não fluiu, foi ruim, péssimo roteiro, sei lá. Deu errado. Mas a questão é que deu errado não porque eram mulheres no protagonismo, mas porque o filme era ruim mesmo. Quantos filmes com protagonistas masculinos falham catastroficamente? Vide a Múmia com Tom Cruise.

Protagonismo feminino é fundamental, mas quando é mal feito, deve ser criticado, assim como criticamos os filmes estrelados por homens. Direitos iguais, não é mesmo?

Espero ver mais heroínas no cinema, e espero que os filmes vindouros tenham a qualidade do filme de Patty Jenkins. Esse sim carrega uma tremenda representatividade.