A chegada

Provavelmente o melhor filme que assisti em 2016.
A Chegada é um filme inspirado no conto Story of your life, do autor americano Ted Chiang.
O planeta terra é surpreendido com a chegada de 12 naves extraterrestres. Essas naves aparecem em lugares distintos, como Estados Unidos, China, Paquistão etc, e causam um pânico geral. Em busca das razões para tal invasão, o governo americano decide pedir o auxílio da Dra. Louise Banks,  linguista e professora universitária, para que ela consiga se comunicar e entender o por que desses seres estarem em nosso planeta.
Louise com a ajuda do Dr. Ian Donnelly, renomado físico, começam uma série de experimentos visuais a fim de entender a linguagem dos alienígenas.
O filme não é sobre guerra entre mundos ou entre países, o filme é bem mais do que isso. Denis Villeneuve nos presenteia com um sci-fi sofisticado que trata do tempo, da imersão de Louise em um idioma com noções completamente diferentes de qualquer idioma existente em nosso planeta. O longa aborda a Hipótese de Sapir-Whorf onde se considera que pensamentos e comportamentos são determinados pela linguagem na qual o indivíduo está inserido. Por exemplo: em um livro chamado Anthem, de Ayn Randy, os personagens conversam em um idioma onde o singular ou o pronome pessoal “eu” não existe, portanto naquela sociedade não há a noção de indivíduo, tudo é coletivo. A linguagem molda a noção do ser. E isso começa a acontecer com Louise, ela está tão determinada a entender e se comunicar com esses ETs que o “efeito colateral” desse novo idioma é a alteração na sua percepção de tempo.
Desde de 2001: uma odisseia no espaço eu não me deparava com uma obra de ficção científica tão delicada.

 

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