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For August, 2017

O que você colocaria na sua parede?

Recentemente, comecei a reformar alguns cômodos da minha casa. Toda reforma é um caos. As coisas nunca saem no prazo, e o que é para terminar em quinze dias acaba consumindo dois meses da sua paciência. Porém, o stress com pedreiros, pintores é recompensado na hora que entramos no novo ambiente. Paredes lisinhas, limpas e bonitas. É sempre bom mudar, trocar a cor, jogar fora coisa velha, isso tudo muda a energia da casa.
A última etapa é a mais legal. É a hora de redecorar. Esta etapa dá uma sensação de dever cumprido, um sentimento de que tudo ficará bem pois o pior/pó já passou.

Pra mim, decorar um ambiente não é sobre “o que combina com o quê”, mas sobre o que determinado quadro, objeto diz, significa para você. Muita gente acha brega, por exemplo, ter porta-retratos espalhados pela casa. Eu não ligo, acho que ter a fotografia de pessoas especiais sempre à vista é um privilégio.

Os quadros que vão na minha parede são especiais, não sei se “ornam” esteticamente, mas dane-se. São pôsteres de viagens feitas, slogans que me lembram do trabalho, dos meus gostos. Eu não ligo se é kitsch ou bauhaus.

Pensei no que eu acrescentaria à minha parede e elegi algumas obras que me fariam feliz.

Eu teria, com certeza, um quadro de Jackson Pollock. O caos das pinceladas me acalma.

Teria, também, A Grande Onda de Kanagawa. Uma xilogravura de 1830. A arte japonesa é incrível

Um Piet Mondrian não faltaria na minha parede. Poucas pessoas gostam, mas eu acho fascinante.

E por fim, o mais belo de todos. A Noite Estrelada do mestre van Gogh

e você, o que você colocaria na sua parede?

Dois filmes

Recentemente vi dois filmes que me surpreenderam.

Blue Jay, um filme de dois personagens. Namorados da épeoca de colégio que se reecontram na pequena cidadezinha onde nasceram. Duas pessoas que parecem perfeitas juntas, mas que seguiram caminhos separados. O relacionamento de Jim e Amanda não deu certo e só compreendemos os motivos desta separação ao final da obra.

Este é mais um daqueles filmes cunhado na excelente construção do diálogo. Conseguimos entender as frustações dos personagens conforme Jim e Amanda confessam um ao outro os rumos que suas vidas tomaram.

Filmado em preto e branco. Roteiro original de Mark Duplass.

This Beautiful Fantastic é a versão inglesa de Amélie Poulain. É a história de Bella Brown, uma jovem orfã que sonha ser escritora e cuja personalidade beira a obsessão compulsiva. Bella mantém tudo organizado e limpo, perfeitamente. Seu jardim, por outro lado, é uma desorganização total. E deste jardim bagunçado nasce uma amizade entre Bella e seu vizinho rabugento, Alfie. Assim como Amélie, Bella muda a vida das pessoas ao seu redor e, neste processo, acaba tornando-se alguém melhor também.

 

Tony

Tony é olímpico.

Tem as bochechas largas e um olhar bem sereno. Seu senso de humor é bem elevado, ele tolera todo tipo malcriação que a sua irmã, Nina, lhe prega. É um gato esfomeado, não pode ouvir o barulho do saco de ração que vem correndo em sua direção, às vezes é como se ele brotasse da terra. Tony pratica esportes, sua modalidade favorita é o surf e para tal, ele utiliza todos os tapetes da casa. Tony é muito bom nisso e penso que se existisse uma olímpiada felina, ele já estaria classificado. Tony é  um gato  vaidoso, gosta de fazer as unhas em qualquer móvel da casa, mas seu local preferido é, infelizmente, o nosso sofá.

Artigo completo do New Yorker