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For July, 2017

Representatividade feminina

É claro que a representatividade feminina é importante. A existência de filmes com super heroínas é fundamental, ainda mais no papel de protagonistas. Toda criança que vai ao cinema assistir homem-aranha, superman, sai da sala escura sentindo-se capaz de ser aquilo que viu, de crescer e, quem sabe, ser um super herói. Mas e as meninas? Aonde elas se encaixavam? Hoje, felizmente, há esse papel para elas. Mulher Maravilha chegou e fez bonito. Agora toda garotinha sairá do cinema sentindo-se uma wonder woman também.

A representatividade é fundamental, mas não deve estar atrelada à santificação. O filme com Gal Gadot fez sucesso por que é bom. Se fosse um saco, não teria feito. Isso não é boicote, é justiça.
É errado colocar a culpa de uma péssima bilheteria na direita, nos conservadores, nos católicos, nos judeus.

Recentemente, minha irmã assistiu As Caças Fantasmas, um filme que eu estava louca para ver, perguntei a ela “é bom?” e ela me disse que é um saco, longo e com piadas sem graça. Minha irmã, mulher, não gostou.

A ideia de fazer um remake do clássico protagonizado por homens era ótima. Um grupo de mulheres engraçadas que caçam fantasmas. Maravilha, afinal ser um caça fantasma não quer dizer que você deve ser homem ou mulher. Porém o filme não fluiu, foi ruim, péssimo roteiro, sei lá. Deu errado. Mas a questão é que deu errado não porque eram mulheres no protagonismo, mas porque o filme era ruim mesmo. Quantos filmes com protagonistas masculinos falham catastroficamente? Vide a Múmia com Tom Cruise.

Protagonismo feminino é fundamental, mas quando é mal feito, deve ser criticado, assim como criticamos os filmes estrelados por homens. Direitos iguais, não é mesmo?

Espero ver mais heroínas no cinema, e espero que os filmes vindouros tenham a qualidade do filme de Patty Jenkins. Esse sim carrega uma tremenda representatividade.

O Menino Múltiplo na mídia

Abaixo uma matéria sobre o lançamento da primeira obra de Andrée Chedid traduzida no Brasil

Egípcia tem primeiro livro traduzido para o português

‘O Menino Múltiplo’, de Andrée Chedid, ganhou versão em português de Carla de Mojana Renard. Falecida em 2011, escritora nascida no Egito tem mais de vinte prêmios em sua obra.

Tradução do livro foi tese de mestrado de Carla de Mojana di Cologna Renard

São Paulo – A escritora egípcia Andrée Chedid, falecida em 2011, teve seu primeiro livro traduzido oficialmente para o português. Lançado este mês pela editora Martin Claret, “O Menino Múltiplo” (L’Enfant multiple), escrito na década de 1980, está à venda nas principais livrarias brasileiras, traduzido do francês pela brasileira Carla de Mojana di Cologna Renard.

A tradução do livro foi parte da tese de mestrado de Renard, no programa Estudos Linguísticos, Literários e Tradutológicos em Francês da Universidade de São Paulo (USP). “Conheci a Andrée Chedid por meio da obra do seu neto, Matthieu Chedid, um músico conhecido do público francês. Acabei me identificando porque também tenho origens egípcias: minha mãe e meus avós nasceram no país e se mudaram para o Brasil”, contou a tradutora à reportagem da ANBA.

Rapidamente, a jornalista formada pela Fundação Cásper Líbero que abandonou a carreira para se dedicar à tradução, mergulhou nos livros da escritora, que aborda temas sociais em um estilo literário bem ligado à poesia – até seus romances têm influência poética, segundo Renard. Ao mesmo tempo, acompanhava a obra de Matthieu Chedid, que acabou encontrando, por coincidência, durante um show que o músico francês fez em São Paulo.

“O Matthieu é muito ligado à avó. Eu estava querendo começar a fazer traduções literárias e ele me estimulou a traduzir um livro da Andrée, que ainda não tinha nenhuma obra disponível em português”, conta a tradutora.

Renard conta que, além de prazerosa, a tradução de “O Menino Múltiplo” foi um desafio, uma vez que o estilo da escritora, poético e com certa musicalidade, precisava ser mantido. “A Andrée escrevia com um dicionário ao lado, procurando palavras que dessem um ritmo ao seu texto. Procurei fazer o mesmo na versão em português, buscando a palavra certa para manter a musicalidade. Traduzir não é apenas manter o sentido, é também um ato de criação”, diz a tradutora, que aconselha ler o livro em voz alta.

A história

Segundo Renard, a escolha de “O Menino Múltiplo”, entre toda a obra da autora, se deve pelo fato de o livro ter um pouco a ver com o Brasil. O romance conta a história de Omar-Jo, filho de um pai muçulmano egípcio e uma mãe católica libanesa, falecidos durante a guerra no Líbano, em 1987, após a explosão de um carro-bomba – que também deixa o menino de doze anos sem um dos braços. A tragédia fez com que seu avô, um trovador, o levasse a Paris, onde o encontro do Oriente com o Ocidente mexe com a vida do garoto.

“Embora escrito na década de 80, o texto de Chedid se revelou bem atual. A dura realidade de muitos refugiados no atual cenário que vivemos”, conta Mayara Zucheli, assistente editorial na Editora Martin Claret.

Ela diz que o pessoal da editora ficou atônito com o fato de não existir nenhuma tradução da obra da autora, contemplada com mais de vinte prêmios literários, no Brasil. “A tradutora que entrou em contato conosco e ofereceu a sua tradução”, explica.

Poeta, romancista, novelista e dramaturga, Andrée Chedid tem origem libanesa, mas nasceu no Cairo em 1920. Aos 26 anos se mudou para a capital francesa, onde produziu mais de 40 obras no francês – idioma que aprendeu desde pequena, pois sempre estudou em escola francesa. Dois de seus romances foram adaptados ao cinema: Le sixième jour e L’autre.

A tradução de L’Enfant multiple tem 265 páginas e tiragem inicial de três mil exemplares. Está disponível em livrarias físicas e online a preço de capa de R$ 49,90.

via Agência de Notícias Brasil-Árabe

My homecoming

 

I went to the movies to watch Spider-Man: homecoming and I felt like eleven years old again when I watched the first Spider-Man movie, the one directed by Sam Raimi and starring Tobey Maguire. The Spider-Man of 2002 was my first adult film at the theater before it I watched only animations.

In 2002, I was not a reader yet, I was not worried about books or things like that. I had had contact with Turma da Mônica, but nothing too deep. I was more concerned about watching Nickelodeon, Cartoon Network and playing on the street.

But everything changed after that movie. In the weeks after it I broke out all the newsstands, I wanted the comic books of that hero who had fascinated me so much. I read everything! I read the weekly comic books, the special comics, the sagas, the specialized blogs — at that time, I used to go online after midnight and kept researching the stories of Peter Parker.

I became a reader! Thanks to comic books!

If reading and books are my passion today, I owe it to the Friendly Neighborhood!

Yesterday, as I entered the theater to watch the reboot of my favorite movie, I returned to my eleven years. In a simpler time, where all that mattered was having the bucks of the week, go to the newsstand and secure my copy of the Amazing Spider-Man.

Those good times do not come back, but I’m glad to have lived them so well!

When Breath Becomes Air

I’ve just finished a book that I wanted to read since the day it was released, When Breath Becomes Air, by Dr. Paul Kalanithi. It is a posthumous work. Paul started the book when he was already with an advanced lung cancer. The diagnosis, as he explains in his book, for this type of cancer is, in the overwhelming majority of cases, terminal. 

The work is extremely poetic, with words of intense sweetness, and I think this is due to the fact that Paul, before studying medicine, graduated in literature from Stanford University.

Reading it, I began to imagine the weight of being a doctor and suddenly to become a patient. The condition of a sick layman is more comfortable because he carries the hope of the unknown, an exit, a miracle, after all, ignorance, in such cases, can be a blessing. But when are you a doctor? The knowledge of all statistics and all existing treatments becomes a burden.

The work is about Paul’s story, how he became a doctor, his years of study, but also about how to face what lies ahead, about not giving up, about continuing to laugh and creating good memories – Paul and his wife Lucy had a little girl in the process – after all we are what we will leave, we are what we will be remembered for. We can face death with denial and fury and let it take care of the last days of our lives, or we can see it as a warning “make the most of it”, leave your mark and, above all, care for those around you, Their suffering will continue for long years after your departure.

An emotional work (I cried several times) and essential. The terminal does not need to be the end, it is possible to continue living in the good memories, in the advice given, in shared laughter and, above all, in irradiated love.

A lecture by Lucy Kalanithi, Paul’s wife, at TED